
Autora Letícia Milan
Orientadora Rejane Fraga Farias
Ao nascer, o bebê humano depende de cuidados. Seus sentidos estão despertos, mas não aguçados; seu corpo reage involuntariamente. Ao mesmo tempo em que os reflexos permitem a manutenção orgânica da vida que inicia, são eles que aproximarão a pequena criança da possibilidade de ser, um dia, sujeito. A fragilidade do início da vida ocupa a mãe que se vê às voltas com mamadas, dores, choros e silêncios. Como reconhecer ali um indivíduo com possibilidades e capacidades? Como se conectar a alguém tão incapaz e, ao mesmo tempo, tão carregado de desejos e anseios?
O artigo propõe uma reflexão sobre como a função materna, interpretando os reflexos arcaicos do bebê, possibilita a constituição do sujeito. O início da vida, com todas as suas nuances, motivou a escrita deste trabalho. A base teórica tem seu foco na psicanálise, promovendo uma interdisciplina com os estudos sobre a epistemologia genética, e os estudos da Dra. Lydia Coriat quanto à maturação psicomotora.
Letícia Milan é pedagoga em Bento Gonçalves/RS.
A leitura parental dos reflexos arcaicos do bebê como função na constituição do sujeito é recebido no nascimento é o título do seu Trabalho de Conclusão, apresentado no segundo semestre/2025 para o Curso de Especialização Latu Sensu Clínica Interdisciplinar em Estimulação Precoce. Centro Lydia Coriat – UniFCV Centro Universitário Cidade Verde.