Centro de Estudos

A transdisciplina, na qual a estruturação do sujeito se constitui no ponto de convergência, é o que caracteriza a intervenção terapêutica da equipe. Paralelamente a este trabalho clínico, desenvolvemos desde 1992 no Centro de Estudos Paulo Cesar D’Avila Brandão diversas atividades de ensino dirigidas a profissionais e estudantes das áreas daa saúde, educação e cultura. Veja nos links abaixo em detalhes.

Coordenação: Silvia Eugenia Molina
Local: Centro Lydia Coriat – Encontros Online

Quando a palavra, derivada da estrutura da linguagem é expressão sutil que encontra pais com condições subjetivas para oficiar de transmissores do ordenamento cultural, dando suporte, faz corpo, corpo subjetivado. Isso é feito radicando-se no corpo orgânico, corpo que sem este arraigo, sem esta inclusão não consegue abandonar sua materialidade de pura carne, restando dele só um percepto desordenado como imagens-fragmentos. Este é o produto de uma condição imaginária prevalente, que se produz por vezes somente como pequenos pedacinhos vasados, que tanto derramam quanto explodem, agitando-se ao ritmo desordenado da invasão anárquica da realidade perceptiva.

O corpo como pura carne carece do filtro das referencias têmporo-espaciais que a instalação do funcionamento das funções orgânicas confere. Ele é ainda mais afetado pela irrupção do estímulo substancial do entorno, potencializando sua desordem, deficiência produto desta condição da marginalização cultural que pode chegar até o abandono e a mais radical solidão. A condição para que o enraizamento aconteça e chegue a se fazer palavra é a persistência daqueles que encarnam as funções parentais para que o bebê, a criança e o adolescente possam ir se apropriando das imagens que os foram cativando por obra do significante. Estas imagens são instituídas a partir da lógica do “ganhar perdendo” própria da travessia das castrações que pais e filhos terão de ir efetuando.

Duração:

março a dezembro

Frequência:

um encontro mensal, online

Horário:

sexta: 13h30 - 17h30

Temas

  • Esta é a matéria que constitui o desenho, por isto esta leitura do desenho é feita a partir aportes teóricos da psicanálise no relativo aos conceitos:
  • da constituição subjetiva na sincronia (via formações do inconsciente) e na diacronia.
  • das lógicas das funções parentais.
  • dos momentos da subjetivação, incluindo a estruturação que instala os fundamentos da constituição das narrativas que suscitarão a formulação das teorias sexuais infantis, a da Matriz Simbólica.
  • dos sintomas de estrutura: Sinthome (Lacan, J. [1975-6]) e dos sintomas clínicos Symptôme (Lacan,J.[1975-6]).
  • do estabelecimento e a sustentação do laço transferencial. Laço que se expressa através do brincar, do desenho e de outras formas de expressão imaginárias da infância, conjuntamente com as manifestações de linguagem

Corpo e significante: a leitura na clínica psicanalítica com crianças

Na esteira de nossos estudos sobre a leitura, propomos sublinhar os conceitos de corpo e significante no ensino de Jacques Lacan.

Para tanto, estudaremos o primeiro capítulo do livro “Outro Lacan” de Eidelzstein e a aula de 5 de fevereiro de 1964 do Seminário 11 de Lacan.

Qual abertura tais conceitos trazem para a clínica psicanalítica de crianças? Será nossa questão guia. O grupo de estudos acontecerá sempre na última quinta-feira do mês, às 19h30, começando no dia 28 de agosto de 2025

Coordenação: Carolina Viola

INVESTIMENTO: R$ 180,00 mensais.

Duração:

agosto a dezembro

Frequência:

um encontro mensal

Horário:

última quinta-feira do mês, às 19h30

Grupos de Supervisão Clínica no trabalho com crianças, adolescentes e adultos

O grupo se constitui como um espaço de escuta e discussão de casos clínicos, a partir do referencial teórico psicanalítico, oriundo de Freud e Lacan.

Entendemos a supervisão como parte do tripé de formação clínica, que compreende o estudo teórico, a análise pessoal e a supervisão. Nesse espaço, além da escuta do caso, a supervisão possibilita ao terapeuta um olhar terceiro em relação a sua articulação clínica. Os supervisores, por não estarem inseridos na relação transferencial com o paciente, podem abrir novos pontos de escuta e sentido para o caso. Além disso, optamos pela presença de dois supervisores, de modo a ampliar tal abertura de olhares.

A modalidade de supervisão em grupo ainda possibilita trabalhar a partir da experiência e estilo de diferentes profissionais. O grupo de supervisão pode ser composto por profissionais de diferentes formações da área da saúde e da educação, oportunizando discussões interdisciplinares.

 

Modalidades de participação

Supervisionando: destinado àqueles que queiram trazer seus casos para supervisionar

Participante: destinado a estudantes e profissionais interessados na psicanálise. Nessa modalidade, possível escutar o relato dos colegas e trazer questões.

 

Horários

Grupo 1: Segundas-feiras, quinzenalmente, das 14:15 até às 15:30

Grupo 2: Sextas-feiras, quinzenalmente, das 11:00 até às 12:15

 

Investimento

R$130,00 por encontro para supervisionandos

R$90,00 por encontro para participantes

 

Coordenação

Ivy Dias (CRP 07/15595)
Psicóloga, Psicanalista; Especialista em Problemas do Desenvolvimento da Infância e da Adolescência pelo Centro Lydia Coriat, Mestre e Doutora em Educação pela UFRGS. Membro da equipe clínica e docente do Centro Lydia Coriat. Supervisora clínica há mais de 10 anos.

André Betts (CRP 07/21999)
Psicólogo, Psicanalista; Especialista em Atendimento Clínico Psicanalítico pela UFRGS, Especialista em Problemas do Desenvolvimento da Infância e da Adolescência pelo Centro Lydia Coriat. Membro da equipe clínica e docente do Centro Lydia Coriat. Supervisor convidado da Clínica de Atendimento Psicológico da UFRGS.

⚠️Vagas limitadas a 4 supervisionandos e 4 participantes por grupo

📱Maiores informações e inscrições por meio dos telefones: (51) 99985.4147 e (51) 99634.5963