
Autora Camila Moraes Chagas
Orientadora Dra. Carolina Viola
Tendo o Fort-Da como eixo norteador do presente trabalho, sustenta que a criança não brinca porque aprendeu a brincar, mas porque precisou criar a partir do que a atravessou como experiência. Sem saber como se faz nem onde isso a levaria, o ato de brincar se apresenta como um acontecimento que toca o inesperado e que se atravessa singularmente. Não se trata de algo que se domina ou se conhece, mas de uma experiência sustentada na imprevisibilidade, não se orientando por uma finalidade pré-estabelecida nem se submetendo a uma função utilitária.
O brincar é uma função psíquica de abertura que se move entre aquilo que não se consegue dizer e aquilo que começa a ganhar nome e que não termina quando a infância acaba, mas se transforma. Nele, a criança não se limita a receber transmissões, mas as atravessa, as dobra, as transforma e se transforma… brincando.
Camila Moraes Chagas é psicóloga em Porto Alegre.
Do consentimento à falta à invenção de um lugar: o brincar como acontecimento e assunção do imprevisível é o título do seu Trabalho de Conclusão, apresentado no segundo semestre/2025 para o Curso de Especialização Latu Sensu Clínica Interdisciplinar em Estimulação Precoce. Centro Lydia Coriat – UniFCV Centro Universitário Cidade Verde.